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Fonte: † Arquidiocese de BH †

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SEDE PASSANTES

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Este tema da passagem é o tema da Páscoa. Pessah em hebraico, quer dizer passagem. A passagem, no rio, de uma margem à outra margem, a passagem de um pensamento a outro pensamento, a passagem de um estado de consciência a outro estado de consciência, a passagem de um modo de vida a outro modo de vida.

Esta fala de Jesus lembra que somos peregrinos sobre a terra. Somos passageiros. A vida é uma ponte e, como diziam os antigos, não se constrói uma casa sobre a ponte. Temos que manter, ao mesmo tempo, as duas margens do rio, a matéria e o espírito, o céu e a terra, o masculino e o feminino e fazer a ponte entre estas nossas diferentes partes, sabendo que estamos de passagem. É importante lembrar-se do caráter passageiro de nossa existência, da impermanência de todas coisas, pois o sofrimento geralmente é de que queremos fazer durar o que não foi feito para durar.

A grande páscoa é a passagem desta vida mortal para a vida eterna, é a abertura do coração humano ao coração divino. É a passagem da escravidão para a liberdade, passagem que é simbolizada pela migração dos hebreus, do Egito para a terra prometida. Mas não é preciso temer o mar vermelho: o mar de nossas memórias, de nossos medos, de nossos erros, de nossas reações. Temos que atravessar todas estas ondas, todas estas tempestades, para tocar a terra da liberdade, o espaço da liberdade que existe dentro de nós.

Sede passantes: creio que esta palavra é verdadeiramente um convite para continuarmos nosso caminho a partir do lugar de onde algumas vezes paramos. Observemos o que paralisa a vida em nós, o que impede o amor e o perdão, onde se localiza o medo dentro de nós. É por lá que é preciso passar, é lá o nosso mar vermelho. Mas, ao mesmo tempo, não esqueçamos a luz, não esqueçamos a liberdade, a terra que nos foi prometida!

Texto de Jean Yves Leloup

Dedico-o aos que gostam de bons textos – Feliz Páscoa.

[JG, Páscoa 2015 – 05/04/2015]

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CRISE DE IDENTIDADE

CRISE DE IDENTIDADE

Nesta altura da vida, já não sei mais quem sou. Na ficha do médico, apareço como cliente. No restaurante, sou freguês. Quando alugo uma casa, viro inquilino. Na condução, sou passageiro. Nos correios, sou remetente. No supermercado, sou consumidor. Para a Receita Federal, sou contribuinte. Com o prazo vencido, sou inadimplente, e se não pago, sou sonegador. Para votar, sou eleitor, mas no comício, sou massa. Em viagem, viro turista. Na rua, caminhando, sou pedestre, e se me atropelam, viro acidentado. No hospital, me transformo em paciente. Para os jornais, sou vítima. Se compro um livro, viro leitor. Se ligo um rádio, sou ouvinte. Para o Ibope, sou espectador. No futebol, eu, que já fui torcedor, virei galera. E, quando morrer, ninguém vai se lembrar do meu nome: vão me chamar de finado, extinto, defunto e, em certos círculos, até de desencarnado. E o pior, para o Governo eu sou um IMBECIL. E pensar que, no meu apogeu, já fui mais EU.

Nota: Este texto não é meu. É de autor desconhecido e recebi-o por e.mail há um bom tempo.


							
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INDIGNAÇÃO

  

   INDIGNAÇÃO  

      Simplesmente sobre uma execução: na Indonésia, além do tráfico de drogas, corrupção também leva à pena de morte; é o sonho de muitos brasileiros que querem um país sério e digno de viver.

      Aqui no Brasil, tantos são fuzilados diariamente, relacionados ao tráfico de drogas, sem perdão e sem que o governo consiga intervir. Daí, que entendo como ridícula e totalmente desapropriada, lamentável e vergonhosa simplesmente, a posição de “sofrimento” da d. Dilma diante da execução do traficante brasileiro lá na Indonésia.

     Cara Presidente: fique indignada com as milhares de mortes causadas no seu país por essa mesma droga que o infeliz levou para a Indonésia; fique indignada com a corrupção que assola o seu país; fique indignada com os benefícios que os políticos do seu país recebem; fique indignada com a situação da saúde, educação e segurança do seu país; fique indignada com a situação de violência que o povo de seu país vive hoje, com suas leis arcaicas e retrógradas; fique indignada com tantas situações outras, aqui não descritas, para que a lista não se alongue.

     Preocupe-se com seu pais!

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ACOLHIMENTO

ACOLHIMENTO

ACOLHIMENTO

ACOLHIMENTO

Ser acolhedor não é:
Só dar tapinhas nas costas (qualquer político faz isso);
só receber com sorrisos (qualquer bom vendedor faz isso);
só distribuir folhetos (qualquer panfleteiro faz isso);
só abraçar pessoas na hora da alegria (qualquer jogador de futebol faz isso na hora do gol);
só cantar cantos alegres (qualquer carnavalesco faz isso);
só dizer palavras agradáveis (qualquer bajulador faz isso e muito bem);
só pregar cartazes (qualquer publicitário faz isso);
só lembrar o aniversário das pessoas (qualquer comerciante faz isso com clientes preferenciais);
só visitar vizinhos (qualquer sacoleira faz isso).
 
Mas ser acolhedor é:
Sorrir, por se tem luz interior;
tocar as pessoas com respeito e carinho, porque se tem afeto;
distribuir folhetos, porque transmitem a Palavra de Deus ou mensagem amiga;
abraçar na hora da paz porque no outro habita o Deus da Paz;
cantar, jubilosamente, pela presença de Deus Criador;
dizer palavras agradáveis quando são vindas do Verbo, Deus Salvador;
pregar cartazes para dar brilho ao convívio do irmão;
dar conselhos, à Luz do Espírito Santificado;
visitar os vizinhos, por se vai ao encontro do irmão.
 
Ser acolhedor é, sobretudo, assumir a comunidade e, com a comunidade assumir o irmão sem preconceito ou julgamento prévio, com garra, com afeto, mansidão e amor.
 
Pe Alberto Antoniazzi – Belo Horizonte – trecho de uma palestra em 1998.
 
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ENFERMIDADE: um conflito entre a personalidade e a alma.

ENFERMIDADE: um conflito entre a personalidade e a alma.

Este alerta está colocado na porta de um consultório médico.

O resfriado ocorre quando o corpo não chora. A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as emoções. O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.  O diabetes invade quando a solidão dói. O corpo engorda quando a insatisfação aperta. A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam. O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar. A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável. As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas. O peito aperta quando o orgulho escraviza. A pressão sobe quando o medo aprisiona. As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza. A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade. Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra. O câncer mata quando não se perdoa ou se cansa de viver.

E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?

A enfermidade não é má: ela avisa quando erramos a direção. O caminho para a felicidade não é reto: existem curvas chamadas Equívocos; existem semáforos chamados Amigos; luzes de precaução chamadas Família.

Ajudará muito: ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão; um potente motor chamado Amor; um bom seguro chamado Fé; abundante combustível chamado Paciência. Mas um maravilhoso Condutor e solucionador chamado DEUS.

(Anotações de uma palestra em Março/2014) – jgsfo

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Cantar da Alma

Aquela eterna fonte está escondida, mas bem sei onde tem sua guarida;  mesmo de noite.

Sua origem não a sei, pois não a tem, mas sei que toda a origem dela vem; mesmo de noite.

Sei que não pode haver coisa tão bela e que os céus e a terra bebem dela; mesmo de noite.

Sei que tão caudalosas são suas correntes, que céus e infernos regam as gentes; mesmo de noite.

A corrente que desta fonte vem é forte e poderosa, eu sei-o bem; mesmo de noite.

Aquela eterna fonte está escondida neste Pão Vivo para dar-nos a vida; mesmo de noite!

(Tradução extraída de S. João da Cruz – Obras Completas; Ed. Vozes, 1996.)

 

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